Paciente em avaliação para implante dentário após tratamento do câncer

Implante dentário após o tratamento do câncer: é possível? O que você precisa saber

Quem já teve câncer pode colocar implante dentário? Essa é uma dúvida bastante comum entre pessoas que perderam um ou mais dentes e desejam voltar a mastigar e sorrir com segurança.

Em muitos casos, sim. Ter tido câncer não significa, por si só, que uma pessoa não possa receber implantes dentários. O que realmente importa é entender qual foi a doença, quais tratamentos foram realizados, se houve radioterapia na região da cabeça e do pescoço, quais medicamentos foram utilizados e como está a saúde do paciente atualmente.

Resposta rápida: o implante dentário após câncer pode ser realizado em muitos pacientes que já concluíram o tratamento oncológico. Porém, pessoas que fizeram radioterapia na região da cabeça e do pescoço, estão em tratamento oncológico ou utilizaram determinados medicamentos precisam de uma avaliação mais cuidadosa antes da cirurgia.

Isso acontece porque os tratamentos contra o câncer são muito diferentes entre si. Uma pessoa que tratou um câncer em uma região distante da boca pode apresentar uma situação completamente diferente daquela que recebeu radioterapia diretamente sobre a mandíbula ou a maxila.

Por isso, não existe uma única resposta que sirva para todos.

Quem teve câncer pode colocar implante dentário?

Sim, pode ser possível. O histórico de câncer, isoladamente, não representa uma proibição para o tratamento com implantes.

Imagine dois pacientes.

O primeiro tratou um câncer localizado longe da cabeça e do pescoço, terminou o tratamento e atualmente apresenta boas condições de saúde.

O segundo recebeu radioterapia diretamente na região da boca e dos maxilares.

Embora os dois tenham histórico de câncer, o planejamento odontológico pode ser completamente diferente.

Antes de indicar um implante, portanto, é importante saber:

  • qual foi o tipo de câncer;
  • onde ele estava localizado;
  • quais tratamentos foram realizados;
  • se houve radioterapia;
  • qual região recebeu a radiação;
  • se houve quimioterapia ou outro tratamento sistêmico;
  • quais medicamentos foram utilizados ou ainda estão sendo utilizados;
  • como está a saúde atual do paciente.

Dependendo dessas respostas, pode ser necessário conversar também com o oncologista ou com outros profissionais envolvidos no tratamento.

Esse princípio também vale para outras condições de saúde. Em nosso conteúdo sobre quem pode ou não fazer implante dentário, explicamos por que muitas situações exigem controle e planejamento, em vez de uma resposta simples de “pode” ou “não pode”.

Fiz quimioterapia. Posso colocar implantes?

Ter feito quimioterapia não significa automaticamente que você não possa colocar implantes.

O cuidado maior ocorre quando o paciente ainda está em tratamento ou quando o organismo ainda não se recuperou dos seus efeitos.

Alguns tratamentos contra o câncer podem diminuir temporariamente as defesas do organismo, reduzir o número de plaquetas e aumentar o risco de infecção, sangramento ou dificuldade de cicatrização.

Por esse motivo, cirurgias eletivas, como a instalação de implantes, geralmente devem ser adiadas quando o paciente apresenta alterações importantes das células do sangue, imunossupressão ou outras condições que tornem o procedimento inseguro.

Isso não significa que toda pessoa em tratamento oncológico apresente exatamente o mesmo risco. Existem diferentes medicamentos e diferentes esquemas de tratamento.

Em situações específicas, procedimentos odontológicos urgentes podem ser necessários durante o tratamento do câncer, mas isso é diferente de programar uma cirurgia eletiva para instalação de implantes.

Quando necessário, o dentista pode solicitar exames de sangue e conversar com o oncologista para saber se existe um momento adequado para realizar o procedimento.

Depois do término da quimioterapia, o organismo pode recuperar progressivamente sua capacidade de defesa e cicatrização. O momento adequado para uma cirurgia deve ser definido de acordo com o tratamento realizado e com a recuperação de cada paciente.

O ponto mais importante é entender que quimioterapia e radioterapia não são a mesma coisa e não devem ser avaliadas da mesma maneira.

E quem fez radioterapia pode colocar implantes?

Essa situação merece uma atenção especial.

Quando a radioterapia é realizada na região da cabeça e do pescoço, parte da mandíbula ou da maxila pode receber radiação.

A radioterapia é extremamente importante no tratamento de vários tipos de câncer, mas pode deixar alterações duradouras no osso e nos tecidos da região tratada.

De maneira simples, podemos dizer que um osso que recebeu uma quantidade importante de radiação pode apresentar menor capacidade de recuperação e cicatrização.

Isso não significa que o implante seja impossível.

Estudos científicos mostram que muitos implantes instalados em pacientes que receberam radioterapia permanecem funcionando durante anos. Entretanto, quando comparamos grupos de pacientes, os implantes instalados em osso irradiado apresentam maior risco de perda do que aqueles instalados em osso que não recebeu radiação.

Por esse motivo, o planejamento precisa ser mais criterioso.

Radioterapia na região dos maxilares antes do planejamento de implantes dentários
Quando a radioterapia envolve cabeça e pescoço, a dose recebida pela maxila e pela mandíbula deve ser considerada no planejamento de implantes dentários.

A quantidade de radiação recebida faz diferença?

Sim. E não basta saber apenas a dose total do tratamento.

Uma informação particularmente importante é saber quanto de radiação atingiu justamente a região onde se pretende colocar o implante.

Imagine que um paciente tenha recebido radioterapia para tratar um tumor em um lado da face. Isso não significa necessariamente que todos os pontos da mandíbula e da maxila tenham recebido exatamente a mesma quantidade de radiação.

Com as técnicas modernas de radioterapia, diferentes regiões podem receber doses diferentes.

Por isso, quando essa informação estiver disponível, pode ser importante analisar o planejamento ou mapa da radioterapia. Esse documento ajuda a identificar quanto de radiação chegou à mandíbula e à maxila e, principalmente, à região em que o implante está sendo considerado.

Na literatura científica, doses mais elevadas recebidas pelos maxilares estão associadas a maior preocupação com complicações. Valores próximos ou superiores a 50 Gy aparecem frequentemente nas pesquisas e diretrizes como uma faixa que merece atenção especial.

Mas existe um detalhe fundamental:

50 Gy não é uma fronteira absoluta entre “pode colocar implante” e “não pode colocar implante”.

A decisão depende da dose recebida naquela região, das condições dos tecidos e de vários outros fatores.

O que é osteorradionecrose?

O nome parece complicado, mas o conceito pode ser explicado de maneira simples.

Osteorradionecrose é uma complicação que pode ocorrer no osso que recebeu radioterapia. Esse osso pode apresentar dificuldade de recuperação e, em determinadas situações, desenvolver uma área de necrose.

Ela pode surgir espontaneamente ou depois de um trauma ou procedimento cirúrgico na região irradiada.

Ilustração comparativa de mandíbula saudável e osso alterado após radioterapia
A radioterapia pode provocar alterações duradouras no osso dos maxilares. Em determinadas situações, pode ocorrer osteorradionecrose, uma complicação que exige avaliação e planejamento cuidadosos.

É uma complicação que merece atenção porque pode ser difícil de tratar.

Por esse motivo, extrações, enxertos e implantes realizados em áreas que receberam doses importantes de radiação precisam ser cuidadosamente planejados.

As diretrizes internacionais atuais recomendam, inclusive, que implantes sejam evitados em regiões consideradas de alto risco para osteorradionecrose quando existirem outras alternativas capazes de devolver a função ao paciente.

Isso não significa que todo paciente que fez radioterapia esteja proibido de receber implantes. O risco depende principalmente da região irradiada, da dose recebida e das condições individuais.

Depois de alguns anos o risco da radioterapia desaparece?

Não necessariamente.

Esse é um dos pontos que mais geram confusão.

É natural imaginar que, depois de cinco, dez ou mais anos, o osso tenha voltado completamente à condição que apresentava antes da radioterapia.

Isso nem sempre acontece.

Algumas alterações provocadas pela radiação podem permanecer por muitos anos. Por esse motivo, o histórico de radioterapia deve continuar fazendo parte das informações fornecidas ao dentista, mesmo muito tempo depois do tratamento do câncer.

Uma informação que não deve ser esquecida: se você já realizou radioterapia na região da cabeça ou do pescoço, informe isso ao dentista antes de extrações, enxertos ou implantes, mesmo que o tratamento tenha ocorrido há muitos anos.

Quanto tempo depois da radioterapia posso colocar implantes?

Não existe um prazo único que possa ser aplicado a todas as pessoas.

Você poderá encontrar na internet recomendações para esperar seis meses, um ano ou períodos ainda maiores. Esses intervalos aparecem em diferentes estudos e protocolos, mas não devem ser interpretados como uma regra universal.

O tempo transcorrido desde a radioterapia é apenas uma das informações utilizadas para tomar essa decisão.

Também precisam ser considerados:

  • a região que recebeu radiação;
  • a dose recebida naquele local;
  • a condição atual do osso e da gengiva;
  • cirurgias realizadas anteriormente;
  • necessidade ou não de enxertos;
  • medicamentos utilizados;
  • estado geral de saúde;
  • higiene bucal;
  • acompanhamento oncológico.

Por isso, não é seguro estabelecer pela internet um prazo que sirva para todos os pacientes.

Existem medicamentos contra o câncer que precisam de atenção?

Sim, e esse é um ponto muito importante.

Alguns pacientes com câncer recebem medicamentos que atuam sobre o metabolismo do osso, como determinados bisfosfonatos e o denosumabe. Algumas terapias que interferem na formação de vasos sanguíneos também merecem atenção.

Esses medicamentos podem estar relacionados a uma complicação chamada osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos.

Ela é diferente da osteorradionecrose.

Na osteorradionecrose, o principal fator envolvido é a radioterapia recebida pelo osso.

Na osteonecrose associada a medicamentos, determinados medicamentos estão relacionados ao risco.

Importante: se você já utilizou ou utiliza bisfosfonatos, denosumabe ou outros medicamentos relacionados ao metabolismo ósseo durante o tratamento do câncer, informe isso ao dentista antes de qualquer cirurgia, mesmo que o medicamento já tenha sido suspenso.

Em pacientes com câncer que estão recebendo determinados medicamentos que modificam o metabolismo ósseo em doses oncológicas, cirurgias dentárias eletivas que envolvem o osso, incluindo implantes, geralmente devem ser evitadas durante o tratamento.

A decisão precisa ser discutida individualmente e, quando necessário, em conjunto com o oncologista.

Bisfosfonato ou denosumabe para osteoporose é a mesma situação?

Não necessariamente.

Essa distinção é importante para não causar preocupação desnecessária.

O risco depende do medicamento, da dose, da forma como ele é administrado, do tempo de uso e do motivo pelo qual foi prescrito.

Por isso, uma pessoa que utiliza um medicamento para osteoporose não deve automaticamente ser colocada na mesma situação de um paciente que recebe doses utilizadas para determinadas doenças oncológicas.

Em qualquer uma dessas situações, informe ao dentista o nome do medicamento, há quanto tempo utiliza e, se souber, a dose e a forma de administração.

Preciso fazer uma tomografia antes do implante?

Na maioria dos planejamentos com implantes, a tomografia computadorizada é uma ferramenta muito importante.

Ela permite avaliar em três dimensões a quantidade de osso disponível e estruturas anatômicas que precisam ser respeitadas.

Nos pacientes que fizeram radioterapia, entretanto, existe um detalhe adicional:

a tomografia mostra a anatomia do osso, mas não conta toda a sua história.

Um paciente pode aparentemente apresentar uma boa quantidade de osso e, ainda assim, aquela região ter recebido uma dose importante de radiação no passado.

Por isso, nos casos de radioterapia em cabeça e pescoço, informações sobre o tratamento oncológico podem ser tão importantes quanto as imagens odontológicas.

O planejamento digital e a cirurgia guiada podem ajudar?

Podem ajudar no planejamento.

A combinação entre tomografia, escaneamento da boca e planejamento digital permite estudar previamente a posição dos implantes e a anatomia da região.

Planejamento digital de implante dentário após câncer
A tomografia e o planejamento digital ajudam o cirurgião-dentista a avaliar a anatomia e definir uma abordagem individualizada antes da instalação de implantes.

Em casos selecionados, também pode ser utilizada a cirurgia guiada para implantes, na qual a posição planejada virtualmente é transferida para o procedimento cirúrgico por meio de uma guia.

Esses recursos podem aumentar a previsibilidade do planejamento e, em determinadas situações, permitir abordagens menos invasivas.

Mas é importante deixar algo claro:

nenhuma tecnologia elimina os efeitos biológicos provocados pela radioterapia ou por determinados medicamentos.

O planejamento digital é uma ferramenta. A segurança continua dependendo da correta indicação do tratamento.

Quem teve câncer pode precisar de enxerto ósseo?

Pode.

Assim como acontece com outros pacientes, algumas pessoas não apresentam quantidade suficiente de osso para receber implantes na posição desejada.

Entretanto, quando existe histórico de radioterapia ou cirurgia oncológica na região, a necessidade de enxerto precisa ser analisada com ainda mais cuidado.

Estudos mostram que implantes instalados em áreas que receberam radioterapia e também passaram por reconstruções ou enxertos podem apresentar resultados diferentes daqueles instalados em osso não enxertado.

Isso não significa que um enxerto seja sempre impossível. Significa que o planejamento precisa ser individualizado.

Para entender melhor as alternativas utilizadas quando existe redução do volume ósseo, veja também: Pouco osso para implante: preciso de enxerto?

Oxigênio hiperbárico é obrigatório para quem fez radioterapia?

Não.

A oxigenoterapia hiperbárica ficou bastante conhecida no tratamento de pacientes que receberam radioterapia na região dos maxilares.

Durante muitos anos, ela foi considerada uma estratégia para prevenir ou tratar algumas complicações relacionadas ao osso irradiado.

Hoje, entretanto, as principais diretrizes internacionais consideram que as evidências disponíveis não justificam seu uso rotineiro para todos os pacientes.

Isso significa que uma pessoa não precisa automaticamente realizar sessões em câmara hiperbárica simplesmente porque recebeu radioterapia.

Em situações específicas, diferentes estratégias podem ser consideradas pela equipe responsável, sempre de acordo com as características de cada caso.

Preciso conversar com meu oncologista antes de colocar implantes?

Dependendo do seu histórico, sim.

O tratamento pode envolver comunicação entre o implantodontista e o oncologista e, em alguns casos, também com o radioterapeuta, cirurgião de cabeça e pescoço ou outro profissional responsável pelo tratamento.

O objetivo não é tornar o tratamento mais complicado. É justamente o contrário: reunir as informações necessárias para tomar uma decisão mais segura.

O dentista pode precisar saber, por exemplo:

  • qual tratamento foi realizado;
  • quando ele terminou;
  • se existe algum medicamento sendo utilizado atualmente;
  • se os maxilares receberam radiação;
  • qual dose atingiu a região planejada para o implante;
  • como estão os exames de sangue, quando essa informação for necessária;
  • se existe alguma restrição médica para realizar uma cirurgia naquele momento.

O que levar para a consulta?

Se você já realizou tratamento contra o câncer e está pensando em colocar implantes, algumas informações podem facilitar bastante a avaliação.

Se estiverem disponíveis, leve:

  • relatório do oncologista;
  • lista dos medicamentos utilizados atualmente e no passado;
  • informações sobre a radioterapia;
  • relatório ou planejamento da radioterapia, principalmente quando envolveu cabeça e pescoço;
  • exames médicos recentes que sejam relevantes;
  • exames odontológicos anteriores.

Não se preocupe caso você não tenha todos esses documentos. O profissional poderá orientar quais informações realmente serão necessárias para o seu caso.

Então, afinal: quem teve câncer pode colocar implante?

Em muitos casos, sim.

Essa talvez seja a principal mensagem deste artigo.

Ter recebido um diagnóstico de câncer no passado não significa automaticamente que você nunca mais poderá receber um implante dentário.

Por outro lado, também não seria correto dizer que todos os pacientes podem realizar o procedimento sem cuidados adicionais.

O tipo de câncer, o tratamento realizado, a radioterapia, os medicamentos utilizados e a situação atual de saúde precisam ser considerados.

Especialmente nos pacientes que receberam radioterapia na região da cabeça e do pescoço, o planejamento deve ser individualizado.

A literatura científica mostra que muitos implantes podem permanecer funcionando durante anos em pacientes previamente irradiados. Ao mesmo tempo, os estudos mostram que, de maneira geral, o risco de perda é maior quando o implante é instalado em osso irradiado do que em osso que não recebeu radiação.

Em resumo: o histórico de câncer não determina sozinho se uma pessoa pode ou não receber implantes.

A decisão deve ser tomada depois de conhecer o tratamento realizado, avaliar as condições atuais do paciente e, quando necessário, conversar com a equipe médica.

No planejamento de um implante dentário após câncer, mais importante do que simplesmente conseguir instalar um implante é saber se existe uma indicação segura e boas condições para que aquela reabilitação possa ser mantida ao longo dos anos.

Para quem deseja conhecer como funciona o tratamento de maneira geral, veja também nosso conteúdo sobre implantes dentários e planejamento individualizado.

Perguntas frequentes sobre câncer e implantes dentários

Quem teve câncer pode colocar implante dentário?

Em muitos casos, sim. Ter tido câncer não contraindica automaticamente os implantes. É necessário avaliar o tratamento realizado, os medicamentos utilizados e as condições atuais de saúde.

Quem fez quimioterapia pode colocar implante?

Pode ser possível. Durante o tratamento ativo ou enquanto existirem alterações importantes nas defesas do organismo, células do sangue ou capacidade de cicatrização, cirurgias eletivas podem precisar ser adiadas. A decisão deve ser individualizada.

Quem fez radioterapia pode colocar implante?

Em alguns casos, sim. Quando a radiação atingiu a mandíbula ou a maxila, porém, o planejamento precisa ser mais cuidadoso porque o osso pode apresentar maior dificuldade de cicatrização e maior risco de complicações.

Quanto tempo depois da radioterapia posso colocar implantes?

Não existe um prazo único para todos. O tempo desde o tratamento é apenas um dos fatores. Também precisam ser considerados a região irradiada, a dose recebida, as condições do osso, os medicamentos utilizados e a saúde atual do paciente.

Quem fez radioterapia há muitos anos ainda precisa avisar o dentista?

Sim. Algumas alterações provocadas pela radioterapia podem permanecer por muitos anos. Por isso, radioterapia realizada na região da cabeça ou do pescoço deve sempre ser informada antes de cirurgias odontológicas.

Quem tomou bisfosfonato ou denosumabe pode colocar implantes?

Depende do medicamento, da dose, da forma de administração e do motivo do tratamento. Quando esses medicamentos são utilizados em determinadas doses oncológicas, o cuidado é especialmente importante e cirurgias eletivas envolvendo implantes geralmente devem ser evitadas durante o tratamento.

Preciso da autorização do oncologista?

Nem todos os pacientes precisarão de uma autorização formal. Entretanto, em pessoas que estão em tratamento, receberam radioterapia em cabeça e pescoço ou utilizaram determinados medicamentos, a comunicação entre o dentista e a equipe médica pode ser necessária.

Referências científicas

Este artigo foi elaborado com base em diretrizes internacionais e estudos científicos. Para quem deseja se aprofundar no assunto, estas são algumas das principais referências utilizadas:

  1. Peterson DE, et al. Prevention and Management of Osteoradionecrosis in Patients With Head and Neck Cancer Treated With Radiation Therapy: ISOO-MASCC-ASCO Guideline. Journal of Clinical Oncology. 2024;42(16):1975-1996. Acessar no PubMed.
  2. Schiegnitz E, et al. Dental implants in patients with head and neck cancer: A systematic review and meta-analysis of the influence of radiotherapy on implant survival. Clinical Oral Implants Research. 2022;33(10):967-999. Acessar no PubMed.
  3. Toneatti DJ, Graf RR, Burkhard JP, Schaller B. Survival of dental implants and occurrence of osteoradionecrosis in irradiated head and neck cancer patients: a systematic review and meta-analysis. Clinical Oral Investigations. 2021;25(10):5579-5593. Acessar no PubMed.
  4. Zarzar AM, et al. Effectiveness of dental implants in patients undergoing radiotherapy for head and neck cancer: An umbrella review. Special Care in Dentistry. 2024. Acessar no PubMed.
  5. Ruggiero SL, et al. American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons' Position Paper on Medication-Related Osteonecrosis of the Jaws—2022 Update. Journal of Oral and Maxillofacial Surgery. 2022. Acessar no PubMed.
  6. Zadik Y, et al. MASCC/ISOO Clinical Practice Statement: dental evaluation and management prior to treatment for hematologic malignancies and CAR T-cell therapy. Supportive Care in Cancer. 2025. Acessar no PubMed.

Sobre o autor

Dr. Delano Maia é cirurgião-dentista, especialista em Implantodontia e Prótese Dentária, com mais de 20 anos de atuação em Odontologia e mais de 10.000 implantes instalados. Atua em Fortaleza, Ceará, com planejamento de reabilitações com implantes, incluindo casos de maior complexidade.

Conheça a formação e trajetória profissional do Dr. Delano Maia.

Delano Flávio Maia Lima / Cirurgião-dentista / CRO-CE 5019

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Cada histórico oncológico precisa ser avaliado individualmente. Na consulta, podemos analisar seus exames, os tratamentos realizados e as condições atuais para verificar quais possibilidades de reabilitação são adequadas ao seu caso.

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Informação importante: este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui avaliação odontológica ou médica individual. As condições e os riscos podem variar consideravelmente de uma pessoa para outra.

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